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Inverno aumenta risco de bronquiolite em bebês; médica do SAMU orienta sobre prevenção e sinais de alerta

Publicada em: 14/07/2026 08:41 -

Com a chegada do inverno, o aumento da circulação dos vírus respiratórios exige atenção redobrada das famílias, especialmente com bebês e crianças pequenas. Nesta época do ano, cresce significativamente a incidência da bronquiolite, uma infecção que afeta as pequenas vias aéreas dos pulmões e pode evoluir rapidamente para quadros graves.

A principal causa da doença é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por um grande número de atendimentos em unidades de urgência e internações pediátricas durante os meses mais frios.

Segundo a médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Dra. Larissa Morais (CRM 191786 | RQE 132904), muitas situações graves podem ser evitadas com informação, prevenção e atenção aos primeiros sintomas.

"Nesta época do ano, observamos um aumento importante das doenças respiratórias. Conhecer os sinais de alerta e adotar medidas simples de prevenção pode fazer toda a diferença na proteção dos bebês", destaca a médica.

O que é a bronquiolite?

A bronquiolite é uma infecção viral que provoca inflamação dos bronquíolos, pequenas estruturas responsáveis pela passagem do ar dentro dos pulmões.

A doença acomete principalmente crianças menores de dois anos, sendo mais frequente nos primeiros seis meses de vida, período em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.

A transmissão ocorre pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas, seja por gotículas eliminadas ao tossir ou espirrar, seja por mãos e objetos contaminados.

Quais são os primeiros sintomas?

Inicialmente, a bronquiolite pode parecer um simples resfriado.

Os sintomas mais comuns são:

  • Coriza;
  • Tosse;
  • Febre baixa.

No entanto, em alguns casos, a doença pode evoluir rapidamente para dificuldade respiratória.

Sinais de alerta

Pais e responsáveis devem procurar atendimento médico imediatamente caso o bebê apresente:

  • Respiração muito rápida ou com esforço;
  • Chiado no peito;
  • Afundamento das costelas ao respirar;
  • Dificuldade para mamar ou recusa da alimentação;
  • Lábios ou pontas dos dedos arroxeados;
  • Sonolência excessiva ou dificuldade para acordar.

Esses sinais podem indicar um quadro grave e exigem avaliação médica urgente.

Como prevenir a bronquiolite?

A prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório avançou nos últimos anos e atualmente o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece importantes formas de proteção.

Entre elas estão:

  • Vacinação da gestante, indicada a partir da 28ª semana de gestação, permitindo que os anticorpos sejam transferidos ao bebê ainda durante a gravidez;
  • Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal destinado a bebês prematuros e crianças com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

Além dessas estratégias, alguns cuidados simples ajudam a reduzir o risco de infecção:

  • Lavar as mãos antes de tocar no bebê;
  • Evitar contato com pessoas gripadas ou resfriadas;
  • Não levar a criança para ambientes fechados e com aglomeração durante períodos de maior circulação de vírus;
  • Manter o aleitamento materno, sempre que possível;
  • Não permitir que fumem próximo à criança;
  • Manter a vacinação em dia.

Um gesto de carinho também é proteger

A médica também faz um alerta para familiares e amigos.

Mesmo com a vontade de conhecer o bebê, pessoas que apresentem sintomas respiratórios devem adiar a visita até estarem completamente recuperadas.

Segundo a especialista, esse cuidado é uma demonstração de carinho e pode evitar complicações sérias para crianças que ainda possuem baixa imunidade.

Informação também salva vidas

Durante o inverno, a atenção aos sintomas e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para reduzir os casos graves de bronquiolite.

A orientação dos profissionais de saúde é clara: diante de qualquer sinal de dificuldade respiratória, os pais devem procurar atendimento médico imediatamente.

A prevenção continua sendo a melhor forma de proteger quem mais precisa de cuidados nos primeiros meses de vida.


 

Crédito da informação:
Dra. Larissa Morais – Médica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)
CRM 191786 | RQE 132904

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