Suspeita foi localizada na Rodovia SP-340 após denúncia de deslocamento
Uma mulher procurada pela Justiça por suspeita de participação em um caso de tortura contra três crianças foi detida nesta sexta-feira na Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros (SP-340), na altura de Mogi Mirim.
A prisão foi realizada por equipes do Primeiro Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP).
A mulher, identificada como Aline Fonseca de Castilho, de 40 anos, era considerada foragida e é investigada por envolvimento em agressões contra três crianças na cidade de Campinas.
De acordo com a Polícia Militar, os policiais receberam uma denúncia indicando que a suspeita estaria deixando Campinas e seguindo em direção à região de Mogi Mirim.
Durante as buscas, o veículo em que ela estava foi localizado na rodovia. A abordagem ocorreu sem resistência. No momento da abordagem, a mulher estava acompanhada de um advogado.
Ela foi levada até a delegacia de Mogi Mirim, onde a ocorrência foi registrada.
Em nota, a defesa informou que a investigada teria decidido se apresentar espontaneamente às autoridades para preservar a própria integridade física. Segundo o advogado, a magistrada responsável pelo processo já teria sido informada previamente sobre essa decisão.
Ainda conforme a defesa, ele assumiu o caso há cerca de dez dias e ambos estavam a caminho da delegacia para formalizar a apresentação.
O caso envolve denúncias graves de tortura contra três crianças ao longo de vários anos.
As investigações apontam que as agressões teriam ocorrido entre outubro de 2015 e julho de 2021, quando as vítimas tinham 8, 10 e 13 anos.
Segundo o Ministério Público, as crianças teriam sofrido agressões físicas e psicológicas, privação de alimentação, ameaças e castigos considerados extremos.
As investigações também indicam a existência de áudios e vídeos anexados ao processo, reforçando a suspeita de que as vítimas viviam em um ambiente de violência dentro da residência.
Uma das crianças possui diagnóstico de transtorno do espectro autista com alto grau de suporte e dificuldades de comunicação, o que agravou ainda mais a situação, segundo os investigadores.
O processo corre em segredo de Justiça por envolver vítimas menores de idade.
